Será a morte da publicidade manifestamente exagerada?

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Será a morte da publicidade manifestamente exagerada?

A morte da publicidade tem sido veiculada em diversas obras da literatura e em vários textos de opinião. Já em 2003, Laura Ries e Al Ries intitulavam a sua obra como: “A Queda da Publicidade e a Ascensão das Relações Públicas”. Hoje em dia, há quem defenda que a publicidade está no seu fim de vida surgindo o reino dos conteúdos mas será mesmo assim?

Falando de número, previsões do World Advertising Research Center (Warc) relativas aos 13 maiores mercados mundiais, indica que o mercado publicitário poderá crescer até 4,5% nos próximos anos. Segundo a Magna Global, o mercado publicitário português crescerá também aproximadamente 4%.

Os dados anteriores vão mostrando uma tendência de crescimento assinalável contrariando muitas opiniões que dão conta da decadência desta componente da comunicação de marketing. A verdade é que a indústria publicitária enfrenta outros desafios que vão desde a evolução da televisão por cabo até à migração para o online, no entanto, por desafios não se entenda ameaças que podem (e devem) ser transformados em oportunidades. Se por um lado a diversidade de canais aumenta a possibilidade da zapping não menos verdade é que a segmentação pode ser mais precisa; no que respeita ao online, grande parte dos anúncios podem ser demasiados intrusivos, criando uma repulsa imediata, mas existe também a possibilidade de uma peça se tornar viral, chegando a um número extenso de recetores a um custo muitíssimo baixo.

A realidade é que dada a exigência de um público cada vez mais exigente, mais bem informado, mais independente nas suas escolhas e cada vez mais saturado já não há espaço para a mediocridade, ou a peça publicitária prima pela sua criatividade aliada à pertinência, criando valor ao consumidor ou fica condenada ao insucesso, o que não é necessariamente mau pois obriga a indústria publicitária a ser cada vez mais exigente e mais profissional, tendo que ultrapassar os seus limites para sobreviver.

Parece, então, exagerado falar na morte da publicidade, ela ocupa o seu espaço próprio, auxiliando as empresas na construção das suas marcas. Será que a Nespresso seria tão glamorosa sem o “What Else” pronunciado por George Clooney? Seria a OLX um dos principais portais de classificados sem a sua campanha “se val X, OLX”?

A verdade é que ainda nos vamos deparando com anúncios que são muito mais do que isso, são também verdadeiras obras de arte expressadas sem pincel nem tela mas que ficam presentes no nosso imaginário.

Em jeito de conclusão: será sempre preferível um bom anúncio a um conteúdo pobre, da mesma forma que um bom acto de relações públicas será mais oportuno que um mau anúncio. Nem todos os problemas se resolvem com a mesma solução.

 

Artigo de: Márcio Correia

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